OPINIÃO: A maldade humana assusta

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Mónica Pinto, 55 anos, Locutora de rádio

A maldade humana assusta-me por não entender que satisfação retiram de atos vergonhosos e maus. O que lucram as pessoas que cometem atos cruéis contra os seus semelhantes?

Constato que só destroem o que custou tempo a construir e isto no que concerne, não só ao património de uma comunidade inteira, como a laços que se entretecem nas nossas relações uns com os outros e que são destruídos sem o menor peso de consciência.

Somos um todo porque da mesma espécie, assim sendo, que sentido tem para tantos a morte de milhares de pessoas? A desigual repartição da riqueza que o planeta oferece a todos de igual forma? O repúdio que uns sentem pelos outros só porque professam uma religião diferente? A agressão cometida sobre as mulheres e as crianças? A discriminação perante sentimentos e tendências de comportamento?

Se pensarmos que cada um de nós foi gerado em amor e por amor, então, a nossa essência é amor e as relações que mantemos uns com os outros deveriam ser de paz e fraternidade. Estou convencida que, se assim fosse, seríamos bem mais felizes e prósperos.

Esta animosidade que me põe perplexa e triste só vai parar quando usarmos o outro como nosso reflexo. Se antes de fazer mal a alguém pensássemos se gostaríamos de sentir e viver o que queremos fazer ao outro, ou seja, pormo-nos na pele do outro, acredito que evitar-se-iam situações de conflito a nível profissional, pessoal, e também nas relações entre nações.

É tão simples viver, é tão mágico, é saboroso mesmo, quando conseguimos caminhar na nossa trilha em paz, com serenidade, vivendo e deixando viver os demais, sem críticas, sem desprezo, sem juízos de valor, com a consciência leve e sempre prontos a ajudar quem nos solicita apoio.

Já todos sentiram a satisfação de terem sido úteis para alguém, tenho a certeza, mas, aqueles que só gostam de fazer sofrer, também não são, de todo, felizes. A consciência pesa-lhes tanto que, sem saberem, andam curvados sob o seu peso, as rugas ensombram-lhes o rosto e tornam-se feios, maldispostos, de mal com a vida e com todos, mesmo com os familiares, e as consequências que isso tem no estado geral de saúde são alarmantes.

Todos temos a nossa missão nesta efémera passagem pela vida, uns descobrem rapidamente a sua, outros demoram o seu tempo, mas encontram-na. Então, reflitamos, antes de perpetrarmos algum ato de maldade para com o nosso semelhante. Afastem das vossas existências, mesmo em pensamento e palavras, a maldade. As palavras têm muito poder e sempre retornam à sua fonte. Se as suas palavras e ações forem benignas, sentirá a alegria de viver e será imune à maldade, porque espiritualmente estará protegido.

Colherás o que semeares. Se semeares ventos, colherás tempestades. Se semeares a bondade, colherás a bondade.

Sejam felizes e façam o outro feliz.

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